O Teatro Negro proposto pela Cia. Espaço Preto ou a formação de um ator-pesquisador-docente negro

Anderson Ferreira do Nascimento

Resumo


O presente artigo sugere uma reflexão sobre a criação da companhia teatral Espaço Preto, de Belo Horizonte, Minas Gerais, observando nas suas propostas artísticas alguns tópicos das discussões sobre a poética do Teatro Negro e da Arte Marginal. Objetiva-se ainda ampliar possibilidades em relação aos temas e as formas na produção dessa linguagem, bem como a formação sociopolítica do(s) individuo(s) negro(s) que a compõem. Para isso, foram analisados os processos de concepção dos espetáculos “O grito do outro – o grito meu!” e “Ama”, os ensaios do grupo para as apresentações, os bate-papos com o público e as reverberações nos bastidores. A abordagem estética incorporada nos trabalhos da companhia atravessa o limite criado para se tratar da história e da vivência do negro no Brasil, por vezes relacionadas somente a religiosidade. Estabelece-se, portanto, uma referência periférica e urbana para tratar cenicamente das questões do racismo e de discussões mais específicas relacionadas à mulher negra e ao genocídio de jovens negros.


Palavras-chave


teatro negro; Espaço Preto; formação teatral

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DOI: https://doi.org/10.5965/1808312913202018045



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