Aspectos para reflexão: Pesquisas e Práticas no Ensino de Ciências/Física

Luiz Clement

Resumo


Para a fala junto à mesa-redonda “Desafios para a próxima década nas pesquisas e práticas sobre o Ensino de Ciências” proponho, inicialmente, alguns aspectos mais abrangentes da área de Ensino de Ciências (Ensino de Física, em particular) para, na sequência, caracterizar e problematizar três desafios, quais sejam: I) produção teórico-conceitual na área versus prática didático-pedagógica; II) papel/importância dos aspectos motivacionais no processo de ensino-aprendizagem; III) ensinar para além das paredes escolares. As pesquisas na área de Ensino de Ciências têm avançado significativamente em nosso país. Temos vários Programas de Pós-Graduação consolidados e com uma regularidade na formação de mestres e doutores. Também há uma produção científica elevada, considerando as publicações de pesquisadores brasileiros nos periódicos nacionais e internacionais, bem como, nos anais dos eventos científicos da área. No entanto, há a constatação e sinalização, por diferentes pesquisadores, de que persiste um distanciamento entre os resultados de pesquisa e a docência (prática pedagógica). Quais as razões que conduzem a este cenário? Já no cenário da prática pedagógica é significativa a reclamação e denúncia, por parte dos professores, de uma falta de interesse e motivação dos alunos para estudar e aprender Ciências/Física. Este fato se configura em um problema a ser enfrentado cotidianamente pelos professores e que demanda um olhar e uma maior atenção por parte dos pesquisadores da área. Sob uma visão mais abrangente há resultados atuais de pesquisas evidenciando a baixa qualidade ou mesmo o declínio da motivação para aprender ciências, ao longo do processo de escolarização de jovens estudantes. Em contrapartida, argumenta-se que na sociedade contemporânea os conhecimentos relacionados à área de ciências da natureza tornam-se a cada dia mais importantes para uma compreensão adequada tanto dos fenômenos naturais que permeiam o nosso cotidiano, quanto dos artefatos tecnológicos que estão a nossa volta. Embora haja a necessidade de aprender, a motivação dos estudantes para isso parece não ser suficiente. Há possibilidades de intervir pedagogicamente para superar este contexto?


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