O uso de recursos didáticos adaptados na escolarização e inclusão de educandos cegos e de baixa visão

Ana Claudia Nunes Pontes, Edicléa Mascarenhas Fernandes

Resumo


Um dos desafios enfrentados pelos educandos cegos e de baixa visão diz respeito à oferta e ao o uso de recursos didáticos adaptados, imprescindíveis na escolarização e inclusão no sistema regular de ensino. A falta de recursos didáticos adaptados, e de “tiflotecnologias” pode gerar um verbalismo desassociado da realidade, e os educandos deficientes visuais “tendem a ter dificuldade de acompanhar a matéria nas primeiras séries do ensino fundamental, bem como a partir do sexto ano de escolaridade, quando as exigências começam a aumentar”. Pesquisas recentes revelam que os recursos didáticos adaptados para o ensino das ciências e áreas afins, são motivadores e facilitadores do processo de ensino e aprendizagem para educandos com deficiência visual quanto para os normovisuais. Neste contexto, o objetivo deste trabalho é discutir o uso de recursos didáticos adaptados e de “tiflotecnologias” na escolarização e inclusão de educandos cegos e com baixa visão nas escolas regulares de ensino. Conclui-se, que os recursos didáticos adaptados e os tiflotecnológicos, auxiliam, facilitam e incentivam os educandos no processo de ensino-aprendizagem, permitindo que construam imagens mentais sobre o assunto estudado e estruturem o pensamento e a linguagem, a respeito do que a observação visual não permite. O presente trabalho é fruto de pesquisas bibliográficas em livros e artigos científicos disponíveis na base de dados da CAPES e da Scielo, em desenvolvimento no Curso de Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão da Universidade Federal Fluminense, através do projeto intitulado “Adaptação e Transcrição de Recursos Didáticos para Alunos com Deficiência Visual: um guia para educadores”. O referido projeto vincula-se ao Grupo de Pesquisa do CNPQ sobre “Produção de Materiais Didáticos Acessíveis para Pessoas com Deficiências em Contextos Formais e Informais de Educação no Estado do Rio de Janeiro”.


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Referências


REFERÊNCIAS

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