Educação integral: tempos, espaços e saberes em transformação

Andréia Morés, Cineri Fachin Moraes, Cristiane Backes Welter, Delcio Antônio Agliardi

Resumo


Este trabalho resulta de investigação vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade de Caxias do Sul, na linha de pesquisa: Educação, Linguagem e Tecnologias. Destaca-se a importância desta investigação para a formação pedagógica e docente desenvolvida junto a cursos de formação inicial e continuada no ensino superior. Oportuniza o fortalecimento da educação integral e a ressignificação dos territórios educativos. Tem articulação com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), 2014-2024, e demais documentos da política educativa nacional brasileira que abordam a temática da educação integral. As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais defendem a Educação Básica (BRASIL, 2010) como um projeto orgânico, sequencial e articulado em níveis e modalidades. Essa investigação tem como objetivo analisar as variáveis teóricas e metodológicas imbricadas na educação integral, visando a compreender políticas e práticas que favorecem o desenvolvimento humano, científico e tecnológico da aprendizagem de crianças e adolescentes. Busca, ainda, fortalecer o diálogo acadêmico e investigativo entre os pesquisadores de uma instituição de ensino superior, localizada no sul do Brasil, e uma rede pública de ensino, a fim de ampliar as pesquisas, na área das Ciências Humanas e da Educação, sobre educação integral. Adota a metodologia qualitativa, seguindo os estudos de Bogdan e Biklen (1994), com ênfase em estudo de caso, na perspectiva dos estudos de Yin (2005). A construção dos dados empíricos ocorreu por meio da leitura do Plano Municipal de Educação e dos Referenciais Curriculares de um município brasileiro, bem como dos Regimentos e Propostas Pedagógicas das escolas de educação de tempo integral.  A metodologia contou, também, com a realização de entrevistas semiestruturadas e registros em diário de campo.  O aporte teórico contempla os estudos de Demo (2011), que referenda a pesquisa como um princípio educativo, e os de Cavalieri (2007), Moll (2013), Teixeira (1997), que defendem o fortalecimento de políticas e práticas que corroborem a qualidade da educação integral. No âmbito das políticas públicas, tomou-se como base o Plano Nacional Decenal de Educação, que incorpora a educação integral em suas metas e exige, na meta seis, que no mínimo, 50% das escolas públicas brasileiras atendam, pelo menos, 25% dos(as) alunos(as) da Educação Básica. (BRASIL, 2014). O trabalho ancora-se, ainda, na ideia de que a educação integral é uma conquista histórica para o enfrentamento da exclusão social, que se constitui, também, em exclusão escolar. O estudo, em seus resultados preliminares, mostra que a função da escola avança para o campo da educação integral, no momento em que prioriza no seu currículo e em suas práticas educativas, além dos conteúdos clássicos, a ampliação dos tempos e espaços de formação, oportunizando, em seu trabalho pedagógico, a investigação e construção de valores, de culturas e saberes inerentes ao processo de aprendizagem de crianças e adolescentes.


Palavras-Chave: Educação Integral; Políticas Curriculares; Práticas Educativas


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