Efeitos do tratamento hidrocinesioterapêutico na dinâmica da marcha de indivíduo com fratura da diáfise tibial.

Aline Faquin, Micheline Henrique Araújo da Luz Koerich

Resumo


O objetivo do estudo foi avaliar os efeitos da hidrocinesioterapia sobre as variáveis dinâmicas e espaço-temporais e morfologia da curva da força vertical de reação do solo da marcha de indivíduo com fratura tibial, comparando valores entre o lado lesado e não lesado e antes, no intermédio e após o tratamento. Participou da pesquisa experimental um homem, 55 anos, 1,49m, 51kg. Realizou-se: avaliação clínica e aquisição de dados dinâmicos da marcha, utilizando esteira ergométrica instrumentalizada Kistler-Gaitway, nas velocidades de 3,5 km/h e 4,0km/h, com aquisição de 12s em 300Hz. O sujeito foi submetido a 20 sessões de hidroterapia, de 60 minutos cada, 5 vezes semanais, compostas de alongamento, mobilização, fortalecimento muscular, treino proprioceptivo e de marcha sub-aquática. Os dados foram analisados através de estatística descritiva, teste “t” de Student e ANOVA- One Way, para p ≤ 0,05. Na comparação entre os lados, o segundo pico de força, tempo de apoio simples e comprimento do passo foram significativamente inferiores no lado lesado. No início do tratamento, a morfologia da curva da componente vertical da força de reação do solo apresentava-se diferente de uma curva padrão da marcha, a partir de 70% do contato, que representa a fase de impulsão, com diferenças entre os picos de força. Ao final do tratamento os valores da variável segundo pico de força aumentaram e os índices de assimetria diminuíram para todas as variáveis, com a morfologia da curva apresentando formato mais homogêneo. O tratamento hidrocinesioterapêutico influenciou positivamente na reabilitação da marcha.

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