Mentol como anestésico natural para guppy

Larissa da Cunha, Leonardo Machado Cardoso, Andressa Mariza Ribeiro Geraldo, Vagner Callai da Silva, Matheus dos Santos Cardoso, Alessandra Sayuri Kikuchi Tamajusuku, Márcio Aquio Hoshiba

Resumo


O objetivo deste estudo foi avaliar diferentes concentrações de mentol para anestesia de fêmeas adultas, machos adultos e juvenis de guppy (Poecilia reticulata). Para isto, foram utilizadas 30 fêmeas adultas (0,379 ± 0,108 g), 30 machos adultos (0,220 ± 0,049 g) e 30 juvenis (0,033 ± 0,016 g). Os animais foram expostos, individualmente, a cinco concentrações de mentol (50, 100, 150, 200 e 250 mg L-1), seis peixes por concentração, sendo avaliados os tempos de indução e recuperação anestésica e a mortalidade até 96 h após a realização do experimento. A concentração de 50 mg L-1 não induziu a anestesia em nenhum dos grupos avaliados. As concentrações de 100 e 250 mg L-1 ocasionaram a mortalidade de 100% dos adultos (machos e fêmeas) e juvenis, respectivamente. As concentrações de 150 a 250 mg L-1 e 150 a 200 mg L-1 de mentol demonstram eficácia e segurança para anestesia de adultos (machos e fêmeas) e juvenis de guppy, respectivamente.


Palavras-chave


anestésico, indução, peixe ornamental, Poecilia reticulata, recuperação.

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DOI: https://doi.org/10.5965/223811711922020249

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Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171