PRINCÍPIOS DA ESCOLA NOVA NA EDUCAÇÃO CATARINENSE EM MEADOS DO SÉCULO XX: OLHARES DE JOÃO ROBERTO MOREIRA E ORLANDO FERREIRA DE MELO

Elaine Aparecida Teixeira Pereira, Maria das Dores Daros

Resumo


 

O trabalho tem por objetivo analisar o diálogo entre João Roberto Moreira e Orlando Ferreira de Melo nas obras “A educação em Santa Catarina: sinopse apreciativa sobre a administração, as origens e a difusão de um sistema estadual de educação” e “Comentários sobre a monografia ‘A educação em Santa Catarina’”, atentando especialmente para a forma como os princípios relacionados à Escola Nova são abordados nos citados escritos. O primeiro deles, de autoria de Moreira, foi publicado em 1954 pela Campanha de Inquéritos e Levantamentos do Ensino Médio e Elementar (Cileme), vinculada ao Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (Inep) e ao Ministério da Educação e Cultura; o segundo, datado de 1955, foi gestado por Melo em resposta à obra de Moreira. Circunscrito no projeto de reconstrução educacional de Anísio Teixeira à frente do Inep, o diálogo entre as obras e autores citados, na presente análise, será lido a partir de Bourdieu (1990, 1992), Skinner (1996, 2005) e Vieira (2008, 2011), que sugerem uma atenção especial ao lugar de onde falam os agentes sociais, suas intenções ao escrever, bem como aos embates relacionados aos discursos produzidos. Evidenciando aproximações e distanciamentos tanto em relação às questões didáticas da escola primária catarinense, quanto às diretrizes e normatizações oficiais para este nível de ensino e a formação de seus professores, Moreira e Melo contribuem para pensarmos acerca da difusão dos princípios da Escola Nova em Santa Catarina, a forma como foram incorporados no campo educacional, e sua relação com a construção de um sistema de educação neste Estado.


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